Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, Belém, Pará

Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, Belém, Pará

© filipefrazao/Getty Image

A fé depois da festa

Belém, no Pará, pode até guardar as fitas e devolver as ruas ao trânsito. Mas convencer o Círio de Nazaré a ir embora é outra história. Romarias, brinquedos de miriti, almoços em família e reencontros têm seu auge no segundo domingo de outubro, quando mais de dois milhões ocupam as ruas. Não à toa, o Círio virou Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN em 2004 e Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2013.

Celebrado desde 1793, ele tem origem na história de Plácido José de Souza, que teria encontrado uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré junto a um igarapé. Quando retirada, reaparecia ali — onde foi erguida a Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, vista aqui, que guarda a original. A réplica, chamada Imagem Peregrina, é que percorre Belém nas romarias do Círio.

E o que fica quando a multidão se dispersa? Promessas cumpridas, histórias à mesa e uma tradição entregue à próxima geração. Quando Belém desmonta a festa, ela continua morando nas pessoas.

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