Lago Maligne, Parque Nacional de Jasper, Alberta, Canadá
© Andrey Popov/Getty Image
Um cenário que dispensa moldura
O Parque Nacional de Jasper, em Alberta, Canadá, trabalha em turnos: de dia, grandes mamíferos dominam as montanhas; à noite, o céu entra em cena. Reconhecido como Reserva de Céu Escuro em 2011, o parque ocupa mais de 11 mil km² e adota medidas para reduzir a poluição luminosa. Com pouca interferência das luzes artificiais, estrelas, planetas e a Via Láctea ganham condições privilegiadas para aparecer.
Quando o sol volta, a atenção desce para o chão. Florestas de álamos e pinheiros, campos alpinos e pradarias abrigam 53 espécies de mamíferos, entre elas ursos-pardos, ursos-negros, alces, cervos, cabras-montesas, lobos e coiotes. E ainda tem o lago Maligne, alimentado pelo derretimento de geleiras. Com 22 km de extensão, é o maior lago natural das Montanhas Rochosas canadenses. Dá para caminhar ou remar por ali, mas nadar exige coragem: a temperatura média é de só 4 °C. Jasper tem céu de sobra, bichos de sobra e uma água que se recusa a aceitar que o inverno já passou.
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