Filhote de elefante-africano com a mãe, Reserva Nacional Maasai Mara, Quênia
© Denis-Huot/naturepl.co
Um jardineiro inesperado
Hoje é o Dia Mundial da Vida Selvagem, criado pela ONU em 2013 para lembrar que nós e a natureza existimos no mesmo fôlego. O foco deste ano são as plantas medicinais e aromáticas, que curam, aliviam, energizam e perfumam a vida humana há milênios. No mundo, entre 50 e 70 mil espécies são usadas com fins terapêuticos, e de 70% a 95% das populações em países em desenvolvimento recorrem à medicina tradicional como primeiro recurso. O Brasil é peça-chave nesse mapa vivo: de 8 a 10 mil espécies medicinais crescem por aqui, muitas conhecidas por ribeirinhos, quilombolas e povos indígenas — e ainda fora do radar científico.
Essa riqueza enfrenta ameaças globais como desmatamento, coleta excessiva e tráfico ilegal, mas encontra aliados inesperados. Na Reserva Nacional Masai Mara, no Quênia, os elefantes vistos na imagem ajudam a manter de pé a farmácia das florestas. Sem perceber, esses gigantes espalham sementes, abrem clareiras e renovam a vegetação.
Plantas cuidam da gente. Animais cuidam das plantas. Nós cuidamos dos dois — porque não existe remédio para um ecossistema perdido.
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