Lontras-marinhas em Prince William Sound, Alasca, EUA
© Gerald Corsi/Getty Image
As jardineiras do gelo
Engana-se quem pensa que lontras-marinhas se resumem a bigodes simpáticos e sonecas flutuantes. Por trás dos olhos curiosos, escondem-se grandes responsabilidades e desafios ainda maiores. Entre 1741 e 1911, a caça por suas peles quase as levou à extinção. A conservação lhes deu uma segunda chance, mas derramamentos de óleo, redes de pesca, doenças e oceanos cada vez mais quentes continuam a ameaçar seu futuro.
No Alasca, as duas lontras-marinhas da imagem descansam sobre o gelo, mas sua missão vai além do repouso. Com apetite voraz por ouriços-do-mar, controlam populações que poderiam devastar os bosques de algas — verdadeiros berçários submarinos. Assim, sustentam cadeias de vida inteiras sem alarde, como discretas jardineiras subaquáticas.
Todas as lontras — marinhas e de água doce, como as do Brasil — equilibram a vida submersa e reagem rapidamente a mudanças ambientais, tornando-se indicadores vivos da saúde dos ecossistemas. Zelar por elas é ouvir o pulso do oceano, honrar seu ritmo e a vida que dele depende.
Pinguins-de-Adélia em um iceberg, Antártica
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Arco natural esculpido em um iceberg, Antártida
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Pingüins Gentoo, Antártida.
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