Cactos-saguaro perto de Windgate Pass, cordilheira McDowell, Arizona, Estados Unidos
© Eric Mischke/Getty Image
Afiado na sobrevivência
Se o deserto fosse um teste, o saguaro passaria com louvor. Fotografado aqui no Arizona, Estados Unidos, este cacto já entendeu que crescer devagar, captar e armazenar água da chuva é uma receita infalível para sobreviver à seca. E o deserto agradece: pica‑paus escavam nele cavidades que depois viram abrigo para outras espécies, suas flores alimentam polinizadores e, pouco a pouco, seus arredores viram um sistema funcional em vez de um vazio.
Paciente, o saguaro pode viver por 200 anos e levar até 75 para desenvolver seus primeiros braços. É o cacto mais alto dos Estados Unidos, podendo passar dos 12 metros, embora o recorde mundial fique com o cardón mexicano, que ultrapassa os 20. O Brasil não forma esses gigantes, mas compensa com uma variedade de quase cem espécies de cactos, como o mandacaru e o xique‑xique. São muitos caminhos diferentes para chegar ao mesmo objetivo: sobreviver.
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