Lapas expostas na maré baixa na costa da Praia da Ursa, Portugal
© Theo Bosboom/Nature Picture Librar
As donas das marés
A imagem mostra a Praia da Ursa, em Portugal, num daqueles momentos em que o mar dá um passo atrás e deixa o palco livre. É aí que entram as lapas: pequenos moluscos marinhos, de concha baixa e corpo grudado à rocha, especialistas em viver onde as ondas costumam bater mais forte. Elas não passeiam. Elas se fixam. Quando a água cobre tudo, raspam algas para comer; quando recua, voltam ao mesmo ponto com precisão quase obsessiva.
Esse comportamento não é exclusividade portuguesa. Em costões de Santa Catarina, no Rio de Janeiro ou no litoral paulista, lapas desenham mapas invisíveis nas pedras, marcando onde o mar chega, sai e volta. Vivem onde a maioria dos animais não aguenta, na linha crítica entre seco e molhado, aguentando sol, variação de temperatura e impacto constante.
Dos dois lados do Atlântico, as lapas entenderam que sobreviver não é dominar o ambiente. É entender o ritmo dele — e saber exatamente onde ficar.
Honaunau National Park Sanctuary, Big Island,no Havaí
Penzance, na Cornualha, Inglaterra
Manarola, Parque Nacional Cinque Terre, Ligúria, Itália
Vista aérea do rio Isar e um afluente, na represa Sylvenstein, em Isarwinkel, Lenggries, na Alemanha
Pôr do sol na praia de Ipanema, Rio de Janeiro, Brasil. Vista para as praias de Ipanema e Leblon, Morro Dois Irmãos e Pedra da Gávea
Praia de Ipanema, Rio de Janeiro, Brasil
Seixos gigantes de Moeraki ao pôr do sol, Ilha do Sul, Nova Zelândia
Ciclistas no Volta a França de 2013, Córsega, França