Ouriço-terrestre na França
© Klein & Hubert/Nature Picture Librar
Uma estratégia espinhosa
Fotografado na França, este ouriço-terrestre é daqueles personagens que trabalham enquanto o resto do mundo dorme. Metade fofura, metade armadura viva, ele não corre nem confronta ao menor sinal de perigo: enrola-se em uma esfera perfeita, deixando que seus espinhos falem por ele. Em regiões frias, hiberna durante o inverno e reaparece quando o solo ao redor volta à vida. À noite, percorre o chão da floresta em busca de invertebrados como minhocas, besouros, lesmas e lagartas, guiado por faro e audição. Ao consumir o que muita gente considera praga, atua como um controle biológico natural, ajudando a manter jardins e ecossistemas em funcionamento.
No Brasil, que não conta com a espécie europeia, esse papel tem equivalentes curiosos. Sapos e pequenos mamíferos como tatus assumem parte desse “serviço de limpeza” natural, regulando populações de insetos e mantendo a engrenagem ecológica girando. No fim, cada bioma tem seu próprio zelador noturno — e o ouriço é, sem dúvida, um dos mais carismáticos.
Corvo comum pousado em um galho
Araçari-de-coleira, Costa Rica
Bufos-sombrios, Paquistão
Nanday, família dos periquitos, Pantanal
Estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade em Copacabana, Rio de Janeiro
Beija-flor leucístico de Anna no Jardim da Austrália, UCSC Arboretum, Santa Cruz, Califórnia, EUA
Araçari-poca na floresta tropical do Rio de Janeiro
Ave Silvereyes em um ramo de flor de cerejeira, Coreia do Sul