Lanternas vermelhas no Ano Novo Chinês, Taiwan
© Gins Wang/Getty Image
A luz que cruza oceanos
As lanternas vermelhas vistas na imagem acendem a noite em Taiwan, mas o brilho do Ano Novo Chinês — ou Festival da Primavera — vai mais longe. Celebrado tradicionalmente no Leste e Sudeste Asiático, grandes comunidades de descendentes mantêm viva essa tradição para além das fronteiras. No Brasil, o Bairro da Liberdade, em São Paulo, se transforma desde os anos 1980: ruas tomadas por lanternas, palcos, música e aromas de jiaozi e noodles, reunindo dezenas de milhares de pessoas sob o céu urbano.
Guiado pelo calendário lunissolar, o Ano Novo Chinês começa na lua nova entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro e se estende por 15 dias. Sua origem remonta a mais de dois mil anos, ligada a antigos rituais agrícolas de agradecimento, proteção e renovação, quando o novo ciclo era celebrado com comida compartilhada, luz e ruído para afastar o azar. Em 2024, essa herança foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Cada etapa tem seu ritmo: reuniões familiares, pratos simbólicos, fogos e movimentos coreografados. As lanternas vermelhas não só decoram — guiam. São sinais de luz, continuidade e novos começos, atravessando oceanos e calendários sem perder a magia.
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