Antiga igreja barroca em Ouro Preto, Minas Gerais
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Sussurros de tempos áureos
É melhor se preparar: as ladeiras de Ouro Preto não são para iniciantes. A cidade teve sua origem no final do século XVII, quando bandeirantes encontraram o ouro escuro que a batizou. Erguida na Serra do Espinhaço, foi o coração da mineração no Brasil colonial e, por décadas, o centro mais populoso e influente de Minas Gerais, palco de riqueza, de disputas e da Inconfidência Mineira.
O ouro diminuiu, mas o centro histórico permanece. Admirar suas belezas, como a igreja da imagem de hoje, exige uma subida e tanto, mas vale a pena — ruas íngremes seguem o relevo, enquanto becos estreitos, praças escondidas e casarões antigos parecem brotar da pedra. Aqui, a geografia não foi domada, mas abraçada, e nesse diálogo com o terreno surgiu um dos mais belos conjuntos barrocos do mundo, reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO.
Mas nem só de passado vive este cenário mineiro. Entre igrejas setecentistas, floresce uma comunidade universitária e criativa, onde ateliês, festas estudantis e tradições populares convivem lado a lado. Fundada pelo ouro, eternizada pelo barroco e reinventada pela juventude, Ouro Preto é o tipo de lugar que se descobre de novo a cada visita.
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