Via Láctea sobre a Horse Head Rock, Nova Gales do Sul, Austrália
© Philip Thurston/Getty Image
A pedra que tem sede do mar
Na costa da Austrália, perto de Bermagui, uma figura silenciosa se curva em direção ao mar: a Horse Head Rock, vista na imagem, parece um cavalo mítico, eternamente prestes a beber das ondas. Com cerca de 500 milhões de anos, essa escultura natural moldada por marés e ventos atrai aventureiros e fotógrafos, especialmente ao amanhecer, quando sua silhueta se destaca contra o céu. O acesso pela areia, possível apenas durante a maré baixa, permite sentir de perto a imponência dessa sentinela ancestral. Ao fundo, ergue-se Gulaga, montanha sagrada para o povo Yuin, habitantes originários da região. Para eles, ela é mais do que um marco geográfico: é uma presença viva, carregada de significado espiritual.
Formações como essa ecoam no Brasil, onde a natureza também brinca de esculpir: pense na Pedra da Gávea, no Rio, ou no Morro do Camelo, na Bahia. Rochas que inspiram lendas, moldadas por séculos de vento e imaginação. Entre mar, céu e montanhas, o mundo molda símbolos que atravessam o tempo — e nos inspiram a olhar com mais reverência para o que a Terra cria.
Seixos gigantes de Moeraki ao pôr do sol, Ilha do Sul, Nova Zelândia
Honaunau National Park Sanctuary, Big Island,no Havaí
Vista aérea do rio Isar e um afluente, na represa Sylvenstein, em Isarwinkel, Lenggries, na Alemanha
Ciclistas no Volta a França de 2013, Córsega, França
Manarola, Parque Nacional Cinque Terre, Ligúria, Itália
Penzance, na Cornualha, Inglaterra
Seven Mile Bridge em Key West, Flórida, nos EUA
Pôr do sol na praia de Ipanema, Rio de Janeiro, Brasil. Vista para as praias de Ipanema e Leblon, Morro Dois Irmãos e Pedra da Gávea