Arco-íris sobre o Wasson Peak, Parque Nacional de Saguaro, Arizona, EUA
© Frank Staub/Getty Image
Do outro lado do arco-íris
Os irlandeses dizem que no fim do arco-íris há um pote de ouro, mas talvez o verdadeiro tesouro seja a própria magia desse fenômeno. Em diversas culturas, ele é um elo entre mundos: para os nórdicos, era a ponte Bifrost, ligando os deuses aos humanos; no Havaí, era o caminho das almas para o além; já no Brasil, o povo Krenak vê no arco-íris uma serpente que emerge do Rio Doce para revelar segredos do tempo.
A ciência explica: quando a luz do sol atravessa gotas de chuva, ela se decompõe em milhões de tonalidades, embora nossos olhos percebam apenas sete. Na imagem do dia, um arco-íris se desenha sobre Wasson Peak, no Arizona, EUA. Em um lugar de chuvas escassas, sua aparição é um espetáculo raro, pintando o deserto com cores efêmeras.
E haja variações! Arco-íris lunares brilham sob a luz da lua, enquanto duplos exibem um reflexo invertido e supernumerários revelam faixas coloridas estreitas dentro do arco-íris primário. Talvez seja por isso que o arco-íris inspira lendas: ele escapa ao comum e nos lembra que a natureza sempre revela gratas surpresas.
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